crônicashoras…

a gente já não pensa mais antes de falar…

inicio de revolta

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vou tornar as coisas muito simples, mesmo para minhas palavras.

essa situação tem sido deveras difícil. até mesmo para manter-me dentro de minhas convicções. pois minhas convicções vivem em conflito com meus desejos, minhas vontades. não que isso seja pra lá de distinto da normalidade, neurótica. já todo mundo teve ou mesmo tem volta e meia ideias e inspirações absurdas e psicóticas. o que parece fazer a diferença é o discernimento que se tem para tratá-la como desvios temporários de raciocínio que nos impõe a multiplicidade de sensações que carregamos em nossa mente.

sempre me agradou a noção do eu partido, de uma personalidade que se reconstitui. mas a ela sempre se impõe a questão do que significa, então, autenticidade, sinceridade. o quanto posso ser virtuoso de crer com convicção a ação a que me submeto? a essa pergunta cada vez mais tomo um caminho inverso. a ação deve alimentar nossas convicções, e não o contrário. é em como decidimos agir que aprendemos e impomos aos conflitos do consciente aquilo que queremos ser, para outros, e para nós mesmos. a luta pela autenticidade não parece residir nos domínios da mente, mas simplesmente nos atos que cometemos. e cada ato de contestação a nós mesmos vem com certa violência. ressignifica nossas impressões e nos torna capaz lidar com receios.

tudo isso porque sei que a mim, sobretudo, mas também a outros, não sei ser quem quero ser. não consigo ser quem quero ser. e sempre parece que há um longo caminho por perseguir. a distância, no entanto, sou eu quem traça.

ando fazendo microtransgressões. elas parecem distantes, perto desse meu comportamento de enclausurado. é curioso como, entretanto, eu assumo uma instância de absorção das coisas. ouvir música, ler daquilo que se desdenha àquilo que enobrece, aparentemente tudo sem compromisso. como se fosse uma postura egoísta de parte de mim com outra parte, que deseja e se excita com a expressão. falar, interagir, escrever. escrever. exatamente isso que faço, mas ao qual pareço fugir com o receio do que se conforma. pois eu não me conformo. a mediocridade é meu maior pesadelo, e uma prisão que já me arrasta para o caminho da resignação dos que sentem não viver a cada enquadramento que construo. ter medo da mediocridade é desejar a grandeza. a grande realização, a construção do sentido da vida na glória.

a parte que vence é sempre a mais desenvolta, a mais trapaceira nos embates de meu ser. ela toma e conforma as modas do corpo. mata a biologia e impede o raciocinio. é uma parte que sabe que a luta pela glória é uma luta colossal. e tem os pés de barro, as borboletas no bucho, e todos os desencontros gramaticais e aliterações da fala. sente os desequilíbrios mínimos do labirinto e trata de aquecer e esfriar o corpo, tornar os olhos aos desvios e olhares oblíquos. e contra o corpo a mente pode pouco. a menos que controle uma parte essencial, que não sei ainda identificar… ainda.

parece que olho para as coisas com certo desânimo. não devo. e o que a rememória pode fazer? nada, pois, de fato, assim o significa senão o laço que faço comigo mesmo ao tempo em que em encaixo.

os momentos em que saio dos trilhos parecem ser momentos de necessidade de recarga, mas eles se descarregam por si sós. a única coisa que posso e que tenho de dizer a mim mesmo é que não devo ter arrependimentos de quaisquer. tomei o tempo que tomei, pois esse foi o tempo que tomei. daqui, fica que há lutas para assumir comigo mesmo, e que sei onde se darão.

que fará, pedro?

inicio aqui, pois, minha revolta. e que não seja silenciosa. pois eu tenho que ouvir muito de mim ainda.

 

Escrito por topsyturvydom

Novembro 20, 2009 em 4:29 am

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o destino de meu desejo é o fundo da lata de lixo

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voltando a velha casa, faço como se uma fagulha acendesse subitamente num golpe de azar. a minha recusa sistemática de me voltar a uma reflexão desse golpe que me afastou da rotina precatória de minha vida foi vencida num simples golpe de azar, só que a repetição de minha história já não tem mais cara de farsa, me soa ofensa pessoal, palhaçada. devo deixar o exercício da reflexão ressoar aqui…

eu não queria que a história assim ocorresse. dane-se a história escrita, pois eu a senti! carrego todos os fardos daquilo que deixou de acontecer e dá morte de todos os possíveis futuros! eu vivi e fiz a minha história, e ela volta a me bater na cara! a crueldade pedagógica do real amarga a vida e o peito, contorna uma couraça na pele sensível e na alma ingênua. faz do bom moço um velho cretino.

mas o que fazer quando você se sente incapaz de ser um filho da puta?

a vida quer me mostrar que não tomei tapas o bastante. quer drenar meu desejo de vida pra que eu possa lidar com a insensatez de minhas sensações.

eu já devia ter previsto isso. sou eu quem diz “agora não” para a vida, então.

não quero mais nada.

Escrito por topsyturvydom

Outubro 4, 2009 em 9:40 pm

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Llaneza, de Borges

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Llaneza
Jorge Luis Borges (Argentina, 1899-1986)

A Haydée Lange

Se abre la verja del jardín
con la docilidad de la página
que una frecuente devoción interroga
y adentro las miradas
no precisan fijarse en los objetos
que ya están cabalmente en la memoria.

Conozco las costumbres y las almas
y ese dialecto de alusiones
que toda agrupación humana va urdiendo.
No necesito hablarni mentir privilegios;
bien me conocen quienes aquí me rodean,
bien saben mis congojas y mi flaqueza.
Eso es alcanzar lo más alto,
lo que tal vez nos dará el Cielo:
no admiraciones ni victorias
sino sencillamente ser admitidos
como parte de una Realidad innegable,
como las piedras y los árboles.

Escrito por topsyturvydom

Junho 18, 2009 em 1:05 pm

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como leonard

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como leonard afirma escrever o texto

fecha a mente e olha para o que tem dentro… deixa-se acompanhar o caminhar, só de brinquedo.

quanto medo das palavras…

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eu sempre volto àquela primeira vez em que vi *l*. não volto nada, eu não volto nada… eu roubo, e finjo saber dizer que dessas coisas entendo, quando nunca amei de fato mais do que a idéia do romance. e quando os longos arranjos se conjugam em notáveis traços de personalidade voltada ao bom cultivo do afeto, o floreio maneja bem os vazios de alma. não se deixa arrefecer em desagravos. tão apaixonado pela idéia de amor…

abre o coração num pobre alfarrábio.

Escrito por topsyturvydom

Junho 14, 2009 em 2:56 am

II.

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não posso, não pude, não poderei. que inferno do poeta em contratempo, capitalismo anti-ciclo, e minhas costas doem…

tão fácil seria se as coisas que devemos realizar fossem apenas das tarefas mecânicas. já está em cada homem responder naturalmente a estímulos, se assim normal o for, se assim comumente habituado -  detesto tal sensação de trapacear com palavras, mas a natureza, por mais que nos oponhamos a ela enquanto nossos critérios embaçam a vista, nos habita -, mas não é questão. nem o tino criador que tira cupins de seus ninhos e faz nuvens chorar com prata é capaz de responder àquilo que falo. e se há a necessidade, toda ela, enquanto que nos move, é só um desenrolar de nosso tempo – e a forma como o matamos nos permite julgar o caráter de cada um. o fazer enquanto alívio do espírito – sendo espírito o que não é corpo apenas, mas a plasmática entidade que porventura representa aquilo que entendemos por sujeito, individualidade, discernimentos, julgamentos e vozes na cabeça – nos liga ao que está fora de nós. toda a ação humana, enquanto responde a seus anseios mais biológicos, aparenta capturar do externo para si, alimento. mas o que anseia o espírito que não ligar-se com o externo, tornar-se parte do todo? quando a dimensão social se compõe de tudo aquilo que não é cada um de nós individualmente, mas que nos conforma, ela nos dá todos os meios de a ela nos ligarmos. e são todos dela. tudo que torna a nós enquanto alimento ao espírito, em aparência, retorna ao seu crivo enquanto reação. o fazemos com os meios?

só tenho isso, para durar. resistir ao que me fazem fazer… e nisso sou excelente.

não consigo fazer nada.

Escrito por topsyturvydom

Novembro 3, 2008 em 2:40 am

Publicado em confessions

I.

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engraçado é que a volta, sempre pelo mesmo caminho, nunca me foi apercebida como o mero inverso da ida. e naquelas ruas esburacadas, os aclives sempre eram mais sufocantes. aclives em noite, declives em dia. exatamente aquele trecho, a mesma rua. como se houvesse tempo de entortar o traçado, afunilar a via. foi preciso que interrompessem o fluxo, num dia de obras, para que, na espera por passar, na distinção do bloqueio, eu sentisse a semelhança de algo que se me despede todos os dias, sem que eu olhasse para trás. nunca.

caminho mal-tratado, mas são sempre as ruas mais tortuosas que dispõem das vizinhanças mais harmônicas. traço da aversão à imposição de formas puras, ou certa indisposição aos gastos da violência do mundo das idéias, fato é que tudo aparenta natural. natural como a natureza é também suja e feia e violenta melodiosa continuidade de rotinas sincrônicas de vidas que passam. e tal como ela, procede impondo obstáculos, e não nos deixa acomodar. é como um transpor constante, que derruba velhinhas de andador. e não há quem não reconheça, indisposto, a beleza da educação por costume. dos degraus tortos de cada puxadinho em reprodução contínua e desordenada, se tira força da qual nunca pode o comum prescindir.

sob a pena de se tornar dormente. ferrolho.

Escrito por topsyturvydom

Setembro 12, 2008 em 3:00 am

Publicado em everyman

resignação

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eu tentei parar de cultivar aqueles pensamentos de derrota antes de começar a me sentir em fracasso. eu comecei a ver o que seria minha vida daqui pra frente… estava em todos eles. todos aqueles homens e mulheres. estava na rotina quase automática de minhas tarefas. estava no pesar de certas confissões escorregadas por entre comentários maldosos.

é notável o passado de alguns. seus talentos, natos ou por mérito. no entanto, me desmotivam por completo ao concluir a fábula da vocação com a desilusão que o amadorismo trás. longe de serem alguém que não sabe o que faz, o que quer, são simplesmente pessoas resignadas. eu lia, com muito medo, minha história nos relatos de uma jovem de vinte e dois anos, potencial historiadora pela universidade de são paulo, que da prisão que quase ocorre por contade sua ousadia e militância de estudante em períodos sombrios escapa a fim de prender a si, numa vida decidida a aceitar sua sina. temos de nos bancar. quando entro, ela está a quase sair… morte que bate a porta.

gagos, escorrimentos, mastectomias, um prego no braço. tenho meu passado de cardíaco.

quando pequeno, eu tive a impressão, por um tempo, de que meu coração ficava na cabeça, protegido pelo crânio. devia ter um forte latejamento. as dores do abandono envolviam-me em terríveis enxaquecas. mas eu sentia uma certa vida em experimentar as sensações taquicárdicas.

não sinto vontade de mais nada.

Escrito por topsyturvydom

Agosto 8, 2008 em 3:04 am

Publicado em portnoy

vitória.

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- é vitória o que se sente quando se termina bem um dia no qual não se esperava passar por uma disputa?
- hm… mas a vitória teria de ser planejada para ser uma vitória? pensa no seu inimigo como alguém que subitamente se torna o inimigo. é ainda mais grandiosa uma vitória que nasce sem o passo de impulso, apenas do reflexo.
- nenhum inimigo me atacou hoje. contra nada lutei.
- simplesmente ganhou?
- é. ganhei.

derrotou seu no ego no café-da-manhã.

Escrito por topsyturvydom

Julho 24, 2008 em 5:25 pm

Publicado em portnoy

.excertos

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perdi meu avô há quinze anos, ou próximo disso. já não mais recordo quando. eu era muito novo, e hoje não cultivo imagens dele. sua voz também se foi. ele me restou como um conceito, pois tenho de acreditar que existiu para que eu tivesse um pai, e em historietas. do dia de sua morte, lembro-me da serenidade do rosto de meu outro avô – esse sim, eterno -, e da dificuldade de derrotar Shang Tsung em Mortal Kombat. não me deixaram visitá-lo em seu velório. o velho fora derrubado pelo coração, na fila do banco. nunca fui a sua lápide.

essa é minha única perda. não fez falta.

ramos de qualquer coisa. tinha nome sóbrio, algo como Heitor. foi comerciante, dono de uma prquena mercearia, mas quando velho tinha perdido tudo. dependia da aposentadoria da esposa, que tinha sido enfermeira do Estado, já que nunca acertou suas pendências com a Previdência. perdeu os prazos para recursos. na época, não dava pra contratar advogados que entrassem com pedidos forjados de benefícios, cobrando os primeiros quatro meses como ‘honorário’.

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me diziam que o velho sempre aparentava estar abatido. há um certo sofrimento que deve ser inerente a velhice, ao caminhar para o abismo, que me deixa quase histérico frente aqueles que afirmam da grandeza e maturidade dessa fase na vida. é muito fácil sentir-se maduro e resolvido quando, sentado numa bergère de camurça, olha-se ao redor para encontrar uma animada corrida de belos netinhos, e a conversa na sala entre a esposa e a nora, bela arquiteta casada com o filho publicitário. tudo termina como Doriana, sem que ninguém lembre que o excesso de gordura, mesmo vegetal, mata.

toma a atenção dum velho rabugento obrigado a começar do zero no fim de sua vida e faça-o olhar para trás. é quase eutanásia! não deixa de ser marcante nessa nova série de documetários à la Michael Moore as histórias dramáticas de gente que de súbito vê toda a sua história se esfacelar em questão de dias, às vezes menos. costumam ser boas pessoas. falta de faro para negócios? talvez, mas nem todos podem ser grandes empreendedores. 

sem memória, é difícil falar dele. mas é fato que sua morte me afetou, pois tomou de baque a todos aqueles que me criaram.

Escrito por topsyturvydom

Julho 22, 2008 em 5:24 pm

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ranço.

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ando recebendo e-mails dum norte-americano que se diz ter encontrado a fórmula perfeita se conquistar mulheres. não acho que seja essa uma verdadeira questão, mas realmente me incomoda ver semelhanças entre suas teorias sobre seu comportamento e a minha realidade.

é extremamente perturbador o fato de que em termos afetivos, as pessoas portam-se como se estivessem em uma disputa. eu nunca tive estômago para nada disso, e sei que disso advém também minha fobia a competições de uma forma geral. antes de sequer levar em consideração a necessidade de participar, eu já desclassifico a modalidade e me ausento. não deve ser diferente no campo afetivo.

o che já chegou a me repetir algumas vezes. devia praticar pra depois arriscar alto com o faz. mas nada disso me está em cogitação. só digo que é horrível a sensação de disputar consigo mesmo a torto e direito o instinto de tomar algo de assalto ou calar-se em eternos ‘e-ses’.

mulher é coisa extremamente preocupante. certa feita eu me sentava com algumas delas – que certamente mais me têm como ser assexuado que sou, quando o que eu buscava no máximo era passar um ar de desapego, despreocupaçao (culpo os gays por isso…) – e diziam da petulância dum babaca que fazia questão de se afirmar como o melhor partido de sua turma de mestrado. ai, como é ótimo então ouvir todas reunidas pensando em termos possíveis e cabíveis a situação de ousadia. e viram a mim pra perguntar ‘mas o que acha dum cara que fala coisas assim?’ dias antes, outra delas morria de sensações pelo cara, e nem uma fragrância perdida pela Peixoto Gomide escapa da lembrança de sua imagem. e repete, repete, de forma que até mesmo suas colegas já automatizam os comentários, e a irritação. é parte da esquizofrenia feminina detestar os petulantes enquanto são incapazes de resistir a eles. e aqueles que se julgavam capazes de compreender o motivo da permanente insatisfação feminina, semelhante aos ciclos de Kondratieff, sofrem com crises terminais por não serem capazes de perceber que a fase irracional não é a patologia, e sim o seu estado de normalidade.

ao retratar os homens como serem brutamontes e insensíveis, dão-nos a impressão de que são capazes de assumir tal comportamento maduro que basta que sigamos suas ‘orientações’ e estamos fadados a encontrar alguma felicidade. mas tudo o que reclamam faltar nos homens apenas é atributo exacerbado na posição de dominação a qual preferem se submeter. é claro que a submissão assume um padrão extremamente complexo e um tanto dúbio com o tempo, mas de início, desde que levemos em conta alguns limites, são apenas dirigidas sobre um amplo espectro. tudo o que buscam, na verdade, é exatamente aquilo que é quase inerente ao comportamento bruto do homem. é a arrogância, a petulância e um certo descaso. sensação permanente de dúvida quanto ao seu valor. é insegurança. invulnerabilidade no outro e vulnerabilidade em si.

eu não tenho saco para isso. é-me insuportável que as pessoas não se tenham por iguais. é-me insuportável não existir a cogitação de fragilidade. é-me insuportável as aparências desse jogo de espelhos.

pensava na resposta a pergunta. ’sendo muito pragmático, o cara é um gênio. afinal, haveria caminho mais rápido para a mente e o cu de uma garota do que com a petulância? o poder dá sugestão é fatal.’

Escrito por topsyturvydom

Julho 22, 2008 em 1:49 pm

Publicado em portnoy